sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Comunicado.:. Cancelamento MOFO desta sexta (24)

Devido a mudança do Instituto Federal do Paraná (IFPR) do campus Jardim das Américas para o João Negrão que está sendo realizada nesta sexta (24) e sábado(25), a exibição do filme "M., o Vampiro de Dusseldorf" (Fritz Lang) no MOFO está cancelada. As atividades do projeto retornam em 09 de outubro, com o filme de Fritz Lang.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Tempos Modernos

Por Luiz Gustavo Vilela (Jornalista, especialista em Comunicação e Cultura)

Além do fato de que, mesmo 100 anos depois, Chaplin ainda é um dos mais imitados artistas do mundo enquanto ator, sua contraparte diretor e roteirista bem poderia ter o mesmo mérito. Poucos foram tão conscientes de sua arte e das possibilidades e limitações da linguagem cinematográfica. Sem perder a vontade de inovar e buscar novas e melhores formas de contar uma história, ou passar uma mensagem.
A primeira cena de Tempos Modernos, ovelhas seguindo seu caminho com um corte para pessoas indo para o trabalho, mostra algo da consciência socio política do filme. O contexto é o da depressão americana, pós 29. Tratada de forma delicada por Chaplin, ao colocar tudo como subtexto e pano de fundo, dando espaço para Carlitos brilhar. 

O filme é um transição do cinema mudo para o falado. Apesar da promessa de nunca fazer Carlitos falar, algumas gags são desenhadas para funcionar apenas com som. Mas as falas só aparecem através de dispositivos eletrônicos. Os poucos diálogos são representados pelo painel preto. E quando Carlitos parece finalmente falar (cantar), ele escapa, lindamente, pela tangente.

Charles Chaplin, apesar de único, inaugura toda uma linhagem de grandes diretores britânicos que demonstram maestria nos EUA. Começa com ele, passa por Welles, Hitchcock, Olivier e tantos outros até culminar em um Sam Mendes contemporâneo.


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Nesta sexta (24.09), tem o diretor Fritz Lang no Mofo.
"Inspirado em fatos reais, ''M'' narra a trajetória de um assassino sádico, que mata meninas, e ficou conhecido nos anais policiais como 'o vampiro de Dusseldorf '. Exemplo clássico do cinema expressionista, rodado praticamente todo em estúdio - onde era possível valorizar o contraste entre o claro e o escuro (o filme é em preto-e-branco). Interpretação perturbadora de Peter Lorre, com aquela cara de aparência tranquila, vítima de terrível doença mental" (Sinopse retirada do site "E-pipoca"). Não perca!


(Fritz Lang)

(Peter Lorre)

M. O VAMPIRO DE DUSSELDORF

EM CARTAZ, NO MOFO


SEXTA   -  24.09  -  20h40

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

MOFO: Programação de Setembro está imperdível

O feriado passou e o MOFO volta nesta sexta, dia 10, às 20h40, com um filme de Orson Wells de 1941, o polêmico "Cidadão Kane". O filme tem 159 minutos e é considerado por muitos uma obra prima na história do cinema. Hum... com uma fama dessas, você acha que não valerá a pena vir assistir?

E já temos programação para as próximas sessões do MOFO em setembro.
Confira o calendário e não deixe de prestigiar este projeto.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Apocalypse Now - parte 1 : sucesso!

Olha aí a foto do pessoal na segunda sessão do MOFO! Nosso público está aumentando, subimos de 10 para 13 participantes. Só um não está na foto porque chegou atrasado... Avisamos a todos que chegamos até o minuto 127 do filme e na próxima sexta, dia 01/09, vamos terminar os 75 restantes. Vejam abaixo a indicação de capítulos do DVD do prof. Luis. Paramos no ítem 15 - Divertindo os garotos. Aviso importante: o filme Apocalypse Now, de 1979, tem 153 minutos e não tem duas partes. Estamos assistindo a versão do diretor lançada em 2001, que tem 49 minutos inéditos. Como a sessão começa às 20h40, reduzimos o tempo de exibição para não terminar muito tarde. Lembramos também que a divisão em capítulos do filme no DVD às vezes não obedece a critério nenhum, nem por divisão de cenas nem por sequências. Vejam os capítulos que vamos ver na sexta-feira:

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

“Ladrões de bicicleta” (Ladri di biciclette, Vittorio de Sica, 1948)

Os EUA estavam cada vez mais ricos após a Segunda Guerra Mundial porque venderam armas, tecnologia IBM e muita Fanta Laranja para os nazistas. Enquanto isso, a Itália rastejava no rastro xenofóbico deixado pelo nazi-fascismo de Mussolini. É neste cenário de devastação pós-guerra que o cineasta italiano Vittorio de Sica ambienta um dos mais importantes filmes do neo-realismo: Ladrões de Bicicleta, de 1948. Filme p&b, articulado por linguagem audiovisual fronteiriça entre o ficcional e o documental, Ladrões é um exemplar de filmoteca básica: excelente roteiro, direção inovadora e temática polêmica. Integra uma categoria de cinema desprovido de glamour, mas pleno de conteúdo crítico. Fez tanto sucesso no ano de seu lançamento que gerou a criação de um Oscar para melhor filme estrangeiro na terra dos Aliados ricos. Seus personagens evocam a realidade cotidiana e em geral os atores são pessoas comuns, não atores profissionais.

O tema do filme é a miséria. Mas não só da condição econômica ou exclusão social. Este é, sobretudo, um filme sobre a miséria humana, sobre a situação limítrofe à qual a frustração pessoal e a falta de perspectiva podem levar um homem – numa referência imediata ao próprio fenômeno do fanatismo característico da guerra em questão. Os personagens do filme são gente comum: idosos, famílias simples, marginalizados, trambiqueiros, burgueses. O conflito do protagonista é a obsessão pela única oportunidade de emprego que conseguiu em muito tempo, mas que exige como pré-requisito a posse de uma bicicleta. Nos 93 minutos do filme o espectador acompanha a crescente busca do protagonista para recuperar sua bicicleta roubada. Protagonista este que não é totalmente um herói: ama sua mulher mas trata-a como empregada doméstica e expõe seu único filho a riscos, agressões verbais e por fim, comete o mais banal dos erros humanos na sua frente, replicando o crime do qual foi vítima. Ladrões de bicicleta é um filme obrigatório e uma grande aula de cinema.

Cynthia Schneider


Não esqueça, nesta sexta (27) tem Apocalipse Now no MOFO!

Para lembrar que nesta sexta (27), às 20h40, temos a segunda edição do MOFO e também para animar aqueles que ainda não se dispuseram a participar com a gente, vou postar uma foto da animada noite da sexta passada, com direito a muita (muita mesmo!) pipoca e MOFO MAN!

Lembre-se que o MOFO é uma forma de conhecer "novos" filmes, ver na telinha (na verdade, telona) o que estamos discutindo e estudando em sala de aula, além de ser uma excelente oportunidade de passar mais tempo junto.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Programação de Agosto - MOFO

Este é o segundo post do blog Mofo... mas, como o primeiro foi apenas de inauguração, com intenção de não deixá-lo triste, sozinho, vazio... na verdade este então é o PRIMEIRO POST DO BLOG MOFO... Depois desta inauguração, digamos, memorável, esperamos contar com muitas visitas e comentários e tudo mais. 

Mas, como o propósito do blog é informar e não apenas ficar de blá blá blá, segue a programação de agosto do MOFO. Lembrando que a exibição dos filmes antigos, mas não por isso menos relevantes, importantes e interessantes, é sempre sexta-feira, às 20h40, no auditório do Instituto Federal do Paraná (IFPR) no campus Jardim das Américas. 

Então, não tem erro... nesta sexta, dia 20 de agosto, tem exibição do filme Ladrões de Bicicleta (Ladri di biciclette, Vittorio de Sicca, 1948) e na próxima sexta, dia 27 de agosto, é dia de Francis Ford Coppola, com Apocalypse Now (Apocalypse now, 1979)

Até mais... nos vemos sexta (20), no MOFO!

(ironias em itálico)

Por Patrícia Meyer